quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Crise do Império Brasileiro

A partir de 1870, começaram a surgir uma série de sintomas de crise no Segundo Reinado, dentre eles o início do movimento republicano e os atritos do Governo Imperial com o Exército e a Igreja. O encaminhamento do problema da escrevidão provocou desgastes nas relações entre o Estado e as suas bases sociais de apoio. Tiveram peso também as transformações sócio-econômicas que deram origem a novos grupos sociais que levaram ao aumento de receptividade às ideias de reformas.
Após 1870, amplos setores da sociedade brasileira começaram a contestar a escravidão, considerando que ela era a responsável pelo atraso do país frente às demais nações civilizadas.
Mas as dificuldades não puderam impedir, que a partir de 1870, a campanha  abolicionista tomasse conta de setores urbanos que defendiam a extinção da escravidão  no Brasil, e o fim da Guerra do Paraguai, que contou com a intensa participação de escravos nas fileiras do Exército, e ajudou a reforçar o abolicionismo.
Os abolicionistas viam com preocupação o aumento da resistência dos escravos e se pautavam na manutenção de ordem e da lei, apesar de alguns militantes promoverem fugas de escravos, fato que acabou por acelerar o processo de extinção da escravidão no Brasil.
A imprensa abolicionista desempenhou um papel importante no fim do escravismo. Através das denúncias e da divulgação de festas beneficentes que angariavam recursos para a compra de cartas alforria, ela mobilizou os grupos urbanos na contestação à ordem escravista.
O fim da escravidão não acarretou a desarticulação do processo produtivo porque os setores mais dinâmicos da economia já a mão-de-obra livre. Os escravos se tornaram livres mas continuaram expostos a novas formas de subordinação.
Depois da Abolição, os negros libertos quase 800 mil, foram jogados na mais terrível miséria. O Brasil Imperial e  logo a seguir o jovem Brasil Republicano, negaram-lhes a posse da qualquer pedaço de terra para viver ou cultivar, de escolas, de assistência social, de hospitais e etc. Aos libertos só foram dados a discriminação e a repressão

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